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(Ponto e vírgula)


Ponto. porque faço parágrafo às palavras ditas até hoje,
mudo de linha e inclino a página.

Vírgula, como quem substitui um adeus por um até já. Sem determinar o tempo. Arruma a casa em prateleiras e aspira o pó emprestado aos vazios.

Releio e agradeço a vossa presença constante, a curiosidade intermitente
 ou o acaso. Obrigada!

(entre parêntesis, como quem reduz o peso atribuído às histórias que embalam a mão em berços de silêncio)


Unplugged

'teachers help the students first to colect all the facts and then to think about them 
to forget them'

transcritos do intermitente


dúvidas?, sim.
mas não é sobre os mecanismos de acção, os efeitos adversos ou o uso terapêutico.

por favor, não perguntem se tenho dúvidas, 
quando apenas pedem que seja papel absorvente, despido da oportunidade de pensar e relacionar conceitos, adivinhar sentidos -
- sentidos em corredores labirínticos que cruzam a farmacologia com a falência terapêutica (também designada morte). 
  
E por favor, não me levem as palavras. 
Porque entre elásticos, transferências e outros mecanismos internos de gestão e digestão de emoções, estas palavras são fieis aos transcritos de uma isquemia  intermitente, e devolvem sem custos um silêncio lúcido e nítido, eficaz e concentrado daquilo que vale a pena,

(ainda que a alma não seja tão grande como a incerteza).

Intermitências da dor (II)

talvez se deva ao frio. ao gelo a apatia ou vontade de nada quando tudo parece girar algures. não é de ausências que se trata, mas sim de ambiguidades. de sentidos desvinculados à coerência da palavra dita ou ouvida, do silêncio que às vezes fala. ou da atitude revelada. A subjectividade estimulada pelo gelo que derrete intermitente, (como quem estranha o trajecto), em lágrimas dia após dia. amplificando um xadrez de desenhos sentidos pela razão gasta. a razão gasta por ocupar espaços e tempos que não lhe pertencem.

ninguém disse. nós é que pensamos. 
e pensamos até à exaustão fugidia e trémula. Como a criança a criar a cor das histórias que inventa enquanto escapa ao mundo que não a entende e ao qual não compreende. só que em tons de cinzento. (mais ao jeito de quem se esconde)

fevereiro 15, 2010
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just breathe.

daí este e os próximos parêntesis. 
enquanto arrumo a casa, a poucos dias do regresso. 

'as I come clean...'

 CS

das palavras pela manhã

com os tons do que se faz eterno, as palavras pontuadas a vírgulas e bocejos. compenso o sono arrastado pela pressa de uma noite sem tempo, porque me sento, livre, à espera apenas daquele corredor onde verto a tinta ou a tela dos sentidos escorregadios ao pensamento. 
 
o tempo todo, a pesar na balança da razão, os pedaços da emoção sentida até às palavras não ditas.

como se me servisse das palavras para chegar mais dentro. mais perto. De mim ou daquela certeza feita evidência de que quanto mais vejo, menos sei. E sem saber, comprometo esta solidão transitória às rédeas partilhadas de um estudo que se quer produtivo. disciplinado, pelo menos.