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To count on both hands


e alguns dias mais. 

cinética estranha, a da espera. quando o tempo se faz próximo.do passado.
ou apenas menos ausente do que aquilo que é perto.

estáticos, o calor e a noite. nem a sudação dos seus os (co)movem.
(que farão com as lágrimas...) 


quanto o que somos e o que nos embrulha


Hoje as palavras seriam certamente outras. 
Precisamente por isso, (pela distância percorrida), deixo-as aqui, em formas escritas há precisamente um ano; interrogações inquietadas pelo tempo, repetido no agora, no qual a luz tem lugar cativo e a solidão preenche eternidades e topias.



A Noite deste Natal

Todos acreditamos num natal?


[... ]E talvez o Natal seja mesmo isso, um tempo de sermos alguma coisa mais, embora, ou por isso mesmo, esteja embrulhado num plástico pesado que de tão quente às vezes se faz frio, 

como quando acordamos transpirados mas trémulos por termos dormido demasiado quentes.
CS, 2008