Absurdos Sentidos

A vida é tão rara,
entre avanços e recuos, tempos e contra-tempos, em contra-relógio em direcção ao rumo que se sente perdido à priori. Procurar em vão o que queremos, que se revela ser aquilo que a vida não quer. nem pode explicar. nem queremos entender. Dar. ainda que o façamos sem passar factura para que a memória não atraiçoe o que se recebe.
Sem saber, a procurar não deixar de querer não saber. porque às vezes cansa tocar o limite do que é certo, fazer tudo certo, e ver que afinal o rosto e a alma agarrados ao peito jazem isquémicos e vazios. 
Por isso respiro mais fundo, pelo abdómen - respiração completa - para expirar das lágrimas e das mágoas e ficar apenas com o que pode ficar. com o que quero revisitar amanhã quando acordar deste sono de absurdos que sinto, sem sentido. que não consigo crer nem entender.


imagem:http://francoiseterzian.blog.uol.com.br/images/Labirinto.gif

Cultura Entre Culturas

 
Cultura ENTRE Culturas é uma revista semestral dedicada ao diálogo intercultural e a estabelecer pontes e mediações entre todas as disciplinas, saberes e tradições. Publica ensaio, poesia e fotografia. A partir do mês de Abril.

Dialogal entre cultura e saber, religião e espiritualidade, tradição e civilização, entre tal coisa e cada outra coisa, Entre é um âmbito situado, mas não-localizável, entre tempo e eternidade, espaço e vacuidade, palavra e silêncio, discurso e percurso. É o lugar do não-lugar: entre tudo e nada, entre tudo e o quase nada que há em tudo.




estas e outras informações:
http://arevistaentre.blogspot.com/2010/03/cultura-entre-culturas-uma-revista.html

Tratamento da depressão: cuidados primários ou especializados?

não deixa de ser interessante verificar que, dado o estigma e por vezes a ignorância, no que refere à doença depressiva, bem como a existência de recursos, ao nível das USFs, não especializados mas suficientemente qualificados,  o tratamento destas doenças na vertente dos cuidados primários poderá ser tão eficaz como aquele que é feito pelos cuidados psiquiátricos especializados...

Does Depression Matter?

retirado do artigo Keys to Successful Treatment of Depression in Primary Care CME

Thomas L. Schwartz, MD; Ann M. Sweet, RN, BS, NPC

At the outset, clinicians have to realize that major depressive disorder (MDD) is a common illness. MDD is highly comorbid with other common medical conditions and is often chronic in nature. Depressive comorbidity often worsens medical outcomes and increases healthcare utilization. The public health impact of MDD was noted in the Medical Outcomes Study, which determined that depression was more impairing in terms of patient functioning and well-being than arthritis, diabetes mellitus, and hypertension, among others, and is more disruptive for social functioning than all of the chronic medical conditions compared in that study. Moreover, the Global Burden of Disease study suggests that by the year 2020, MDD will be the second leading cause of death and disability worldwide.
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Finally, MDD is likely the most frequently treated psychiatric disorder, and antidepressants may be some of the most frequently written medications in all of medicine. If clinicians fail to understand these initial key facts about MDD, then they will have greater difficulties seeing the reasons behind routine screening for its presence, and employing the eventual corresponding treatment options.
The positive news is that with systematic assessment and treatment, patients respond just as successfully to depression treatment in the primary care setting as in specialized psychiatry practices.

Tatuagens e um mergulho no mar



Simpatizo pouco com aqueles que se debatem pela apologia do sofrimento e menos ainda com os clichés que usam para defender Deus num pseudo-julgamento que ainda ninguém inventou. Já aqui o disse.

No entanto, é inevitável que a vida nos magoe. Como inevitável é por vezes a raiva que corrói a alma e ajuda a apertar o coração de forma circular e absurda. Porque não nos faz bem, nem faz bem àqueles que intersectamos.

Faz-se o luto pela fé que morreu, enterra-se a mágoa e espera-se pela manhã. Para ver o sol nascer com a esperança.

Como quem dá um mergulho sem olhar para trás, um salto no ar só para ver de que se é capaz. Nunca se tem muito a perder.
Tantas coisas por fazer, tantas por inventar.
Mais uma vez*. Levanto-me para ver de que cor é o céu quando está azul límpido. Sem nuvens.
E apenas isso é para já o bastante para ver a noite cair, com um sorriso esboçado no rosto.

(*um mergulho no mar, Xutos & Pontapés)